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À Espera da Luz

À espera da luz…
Quantas horas?
Quando como luz
Ilumino a espera
E esboço a face
Da paciência
Com cores surreais
E formas sutis

Quando como sonho
Vivo a dor que prego
Sob a imagem do ser
Que sou
Quando sou o ser
Que sonha

Que imagina
A luz lá longe.
Quando a luz ilumina
Essa mesma imagem
Aqui mesmo
E que revela
O infinito escuro

À espera da luz…
Que se rompa a cruz
E que toda crença
Em dor devida
Se revele como
Nada mais do que alma
Que sofre de doença

Distorceu-se o matiz
Que a dívida
Seja paga então
E extraída sua raiz
E que sua estória se conte
Porque pagar é lei
Nesse poço de ofensas
Onde a carne separa
E o coração se rompe

Que o amedrontado
Sofredor aprenda
Que nada é tão sério
Que requeira
Carregar a arma e
Desertar a alma

Banhado em luz…
Tudo é.
Até a escuridão
Não seria si;
Ausente Tu
Para sonhar
A ti mesmo
À espera da luz…

Felipe Oliveira
texto, voz, synths, sons ambientes, produção
LC Guimarães
guitarras, baixo