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O Filho do Diabo

O filho do diabo
Todo poderoso
Do céu e da terra
Se aproximou e disse:

Posso entrar aí?
(Formalidade de malandro).

Como não, a casa é sua!
Esparrame-se pelo assoalho,
Por baixo e por cima
Do tapete da alma.

Aí pela mesa também,
E dentro do cálice.
Goteje pela borda
E que as gotas evaporem ao cair,
Provando sua essência elemental.

Camaleão
De cores finitas
Pra disfarçar
O infinito.

Ainda aflito?
Já não.
Atingiu a meta?
Aí está,
Entrou diabo
E saiu poeta.

Felipe Oliveira
texto, voz, synths, sons ambientes, produção
LC Guimarães
guitarras, baixo