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Doentio Amor

Outrora o estorvo
Da inadequacidade
E o gélido abraço
De sua irmã em doença
A bela vaidade

Sonhava, imaginava
Planejava e trabalhava
Por amor à um deus tolo
Que por tolo amor
À mim excluía

Livre da crença
E suas garras de aço
Sei bem o que fiz
E o que agora
De fato já não faço

Não por ardente desejo
Ou por medo bem sutil
Mas sim porque
Esse espectro que ves
Não sou, nem era
E jamais seria

Portanto canto,
Canto e louvo
Seja feita
É feita
A Vossa vontade

Felipe Oliveira
texto, voz, synths, sons ambientes, produção
LC Guimarães
guitarras, baixo